O Concurso Internacional de Música – Gondomar regressa em 2026 e será totalmente dedicado à Percussão!
28 março — 1 abril 2026 - Gondomar, Portugal
O Concurso Internacional de Música – Gondomar regressa em 2026 e será totalmente dedicado à Percussão!
28 março — 1 abril 2026 - Gondomar, Portugal
DIREÇÃO / DIRECTORS
DIRETOR DO CONCURSO / DIRECTOR OF THE COMPETITION
Filipe Fernandes
DIRETOR ARTÍSTICO / ARTISTIC DIRECTOR
André Dias
Biografia
Nasceu na freguesia de Fânzeres, concelho de Gondomar.
Em 1985 ingressou na Banda de Música da Associação de Cultura Musical de Lousada, como Clarinetista, onde esteve até 2000, como 1º Clarinetista.
Com 14 anos, foi admitido no Conservatório de Música do Porto, para prosseguir os seus estudos de clarinete, na classe do Prof. Moreira Jorge.
Com 17 anos ingressou como voluntário no Exército, passando a fazer parte da Banda da Região Militar do Norte.
Em 1997 foi admitido na Escola Superior de Educação do Porto, para na Licenciatura de Professores do Ensino Básico Variante de Educação Musical.
É Professor no Conservatório do Vale do Sousa, desde o início do mesmo, em 1994. Neste Conservatório é o coordenador dos projetos “Brincando Musicando” - direcionado para os jardins-de-infância e “Escola a tempo inteiro” - Atividades de Enriquecimento Curricular do concelho de Lousada, é professor de Iniciação Musical e Classes de Conjunto e membro do Conselho Pedagógico. É desde 2013 assessor da Direção Pedagógica.
É desde 1998 Professor de Educação Musical na Associação Nun’Alvares de Campanhã.
Em 1998 foi convidado para fundar e ensaiar o Grupo Coral da Faculdade de Economia do Porto, onde se manteve até 2020.
Lecionou no Externato Senhora do Carmo, em Lousada, a disciplina de Educação Musical a alunos do 1º, 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico desde 1999 até 2021.
Foi desde 1995 até 2004 maestro do Grupo Coral Senhor dos Aflitos — Calvário. Foi o responsável pela fundação e ensaio dos Grupos Lendas do Douro – Grupo de Música popular Portuguesa, e DezAfinados – Grupo de Música Gospel e Espirituais Negros. No ano de 2003 gravou um CD com este grupo. Pertenceu à equipa fundadora e organizadora do Encontro de Coros de Gondomar, “Corais d’ Ouro”.
É desde Janeiro de 2000 o maestro do Grupo Coral Kyrios.
De 2005 a 2008 lecionou no Conservatório de Música da Maia as disciplinas de Formação Musical e Classes de Conjunto.
Em julho de 2014 concluiu o Mestrado em Ensino Básico de Educação Musical na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança.
É desde janeiro de 2016 vice-presidente da Federação das Colectividades do Concelho de Gondomar.
De setembro de 2017 a junho de 2022 dirigiu a Orquestra de Sopros do Conservatório do Vale do Sousa.
É desde 2018 diretor do Concurso Internacional de Música de Gondomar.
Em novembro de 2019 concluiu o Mestrado em Ensino da Música – Especialização em Classes de Conjunto no Conservatório Superior de Gaia.
É fundador e Diretor Pedagógico do Conservatório de Música de Gondomar desde 2022.
Biografia
André Dias é um dos mais destacados percussionistas portugueses da sua geração, com uma carreira profundamente enraizada na música de câmara, na criação contemporânea e na pedagogia. Intérprete versátil e instigador artístico, tem desenvolvido um percurso singular marcado pela colaboração estreita com compositores e músicos, privilegiando o trabalho em ensemble como espaço central de criação, experimentação e diálogo artístico, ao mesmo tempo que se afirma como um pedagogo dedicado à excelência na formação de jovens músicos.
Grande parte da sua atividade desenvolve-se através dos agrupamentos de percussão Drumming GP e Pulsat Percussion Group, dos quais é membro. Nestes contextos, estreou e interpretou centenas de obras, assumindo um papel ativo no desenvolvimento do repertório contemporâneo para percussão e música de câmara, com especial incidência na criação portuguesa. Colaborou estreitamente com compositores como Luís Tinoco, António Pinho Vargas, Vasco Mendonça, Igor Silva, Pedro Lima, Carlos Guedes, José Alberto Gomes, Daniel Bernardes, Eugénio Rodrigues, Miguel Azguime, Hugo Vasco Reis, Jaime Reis, Carlos Caires e Ângela da Ponte, entre muitos outros, participando em estreias, gravações e projetos discográficos de referência.
Ao longo da sua carreira, teve também a oportunidade de colaborar com compositores de renome internacional, como Peter Eötvös, Rebecca Saunders, Helmut Lachenmann, Heinz Holliger, Unsuk Chin e Liza Lim. Apresentou-se como solista com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Banda Sinfónica Portuguesa e a Orquestra Clássica de Espinho. O seu percurso artístico levou-o também ao Brasil, Argentina e China, bem como a diversos países europeus, entre os quais Espanha, Reino Unido, França, Áustria, Suíça, Itália, Alemanha, Eslováquia, Luxemburgo, Países Baixos e Bélgica.
Ao longo da sua carreira, foi distinguido com vários prémios nacionais e internacionais, destacando-se o 1.º Prémio no Prémio Jovens Músicos, o 2.º Prémio no Concurso Internacional de Percussão de Fermo (Itália), o 1.º Prémio no Concurso Internacional da Beira Interior e o Prémio PLAY 2020 – Melhor Álbum de Música Clássica / Clássica Contemporânea, pela sua participação no álbum Archipelago, de Luís Tinoco, com o Drumming GP.
É licenciado em Percussão e mestre em Ensino da Música pela ESMAE – Instituto Politécnico do Porto, tendo sido bolseiro de mérito ao longo do seu percurso académico. Em 2021, obteve o título de Especialista em Percussão e Performance em Música de Câmara pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Paralelamente à sua atividade artística, desenvolve uma intensa atividade pedagógica. É Professor na ESART – Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco e na Escola Profissional de Música de Espinho. Exerce funções de Diretor Artístico do Concurso Internacional de Percussão – Gondomar e é co-Diretor Artístico do Festival PercuArt, colaborando regularmente com a Orquestra Sinfónica do Porto – Casa da Música.
As categorias serão definidas pela idade do participante a 31 de dezembro de 2025:
A1 – até 10 anos
A2 – 11 e 12 anos
B – 13 a 15 anos
C – 16 a 18 anos
D – a partir dos 19 anos
The categories will be defined by the participant's age on December 31, 2025:
A1 – up to 10 years old
A2 – 11 and 12 years old
B – 13 to 15 years old
C – 16 to 18 years old
D – 19 years old and older
PRESIDENTE DO JÚRI / PRESIDENT OF THE JURY
Licenciado em Percussão e Mestre em Ensino pela ESMAE (Porto), André Dias (1991) foi distinguido com bolsas de mérito em todas as instituições que frequentou. Em 2021, recebeu o título de Especialista em Percussão e Música de Câmara pelo IPCB (Castelo Branco).
É membro do Drumming GP, do Pulsat Percussion Group e reforço principal da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, tendo estreado mais de meia centena de obras com estas formações.
Apresentou-se como solista com a Münchner Symphoniker, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Banda Sinfónica Portuguesa e Orquestra Clássica de Espinho. Entre os vários prémios que conquistou, destaca o 1º Prémio no Concurso Helena Sá e Costa (2011), o 1º lugar no Prémio Jovens Músicos e o Prémio Especial da European Union of Music Youth Competitions (2013).
Foi semi-finalista do Tromp Percussion Competition – Eindhoven (2014) e participou na Lucerne Festival Academy, onde interpretou Portugal, de Johannes Maria Staud, para percussão solo. Em 2015, foi selecionado para o New Talent (Bratislava), organizado pela European Broadcasting Union, em representação da Antena 2.
Em 2019, participou na gravação do álbum Archipelago, de Luís Tinoco, com o Drumming GP, distinguido como Melhor Disco de Música Erudita/Clássica nos Prémios PLAY 2020, interpretando a icónica obra para marimba solo Mind the Gap.
Leccionou na Academia de Música de Costa Cabral e é regularmente convidado para integrar júris de concursos, além de ministrar master classes e formações de percussão em diversas instituições do país.
ELEMENTOS DO JÚRI / JURY MEMBERS
CATEGORIAS A e B / CATEGORIES A and B
Paulo Oliveira iniciou os estudos musicais em Pedroso, V. N. de Gaia.
Em 1989 ingressou na Escola Profissional de Música de Espinho, onde frequentou o Curso de Percussão, sob orientação dos professores Carlos Voss, Elizabeth Davies e Miguel Bernat. Em 1999 concluiu a licenciatura em Percussão na ESMAE/IPP, sob orientação do professor Miguel Bernat. Frequentou o Rotterdam Conservatorium (Holanda), onde trabalhou com os professores Robert van Sice, Miguel Bernat e Emanuel Séjourné. Em 2004 concluiu o Mestrado em Música - Percussão na Universidade de Aveiro, realizando a sua dissertação sobre o tema: “O Ensino da Percussão nos Conservatórios Públicos em Portugal: Análise Crítica”.
Frequentou estágios de Percussão com S. Fink, Graham Jones, M. Ramada, Ian Pustjens, Emanuel Séjourné, G. Octors, Kroumata Ensemble, Steven Schick, entre outros. Assistiu ainda a masterclasses de Keiko Abe, Glen Velez, Robyn Schulkowsky, Sylvio Gualda, Evelyn Glennie, Bob Becker e Leigh Howard Stevens.
Colaborou, como percussionista convidado, em vários concertos com a Orquestra Clássica do Porto, Orquestra do Porto – Régie Sinfonia, Orquestra de Câmara da Escola Profissional de Música de Espinho, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra de Câmara Musicare, Sinfonieta – Orquestra Inter-Escolar do Norte, Solistas do Porto, Orquestra de Câmara de Pedroso, Oficina Musical, Brandon Hill Chamber Orchester - Bristol (Inglaterra), Orquestra Gulbenkian e Orquestra Nacional do Porto.
Membro fundador do Drumming - Grupo de Percussão, integrando este agrupamento participou em inúmeros concertos e recitais em Portugal, Espanha, França e Brasil, assumindo, entre 2004 e 2011, o cargo de Director Administrativo.
Executou várias obras em 1ª audição nacional assim como obras em 1ª apresentação absoluta dos compositores Juan Pablo Hellin, Jean-François Lézé, Eugénio Amorim e Jorge Prendas.
Foi Timpaneiro-Percussionista da Orquestra do Norte entre 1993 e 1996, conferente no 1º Festival Internacional de Percussão – Vila Real, Portugal e colaborou também em vários júris nacionais de concursos de percussão.
Leccionou no Conservatório de Música de Coimbra, Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian e Escola Profissional de Música de Espinho. Integrou a Orquestra Nacional do Porto em 2000 e actualmente é percussionista da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e professor no Conservatório de Música do Porto.
CATEGORIAS C e D / CATEGORIES C and D
João Carlos Pacheco (1988) é um músico português que utiliza a percussão como veículo para o desenvolvimento de novas criações na área da música contemporânea. A sua actividade performativa como percussionista é complementada por trabalhos na área da música electroacústica, composição e pela colaboração em projectos multidisciplinares.
É na música de câmara que tem maior actividade sendo parte integrante do duo PaceD,, Ensemble Inverspace, Ensemble Phoenix Basel, Ensemble of Nomads e Blechtrommel Duo. Para além do trabalho com estas formações colabora regularmente com vários agrupamentos no circuito de música contemporânea europeu, enquanto freelancer.
Esforça-se em todos os seus projectos por criar relações de grande cumplicidade e criatividade com compositores/as absorvendo as suas ideias e fornecendo ferramentas para a realização da visão artística dos autores/as deixando assim uma forte marca nas obras para si escritas.
Nos últimos anos apresentou-se em festivais e series de concertos tais como Wien Modern, ECLAT (Stuttgart), Lucerne Festival, ULTIMA Festival (Oslo), Gogol Festival (Kiev), ManiFeste IRCAM (Paris), reMusik (St. Petersburg), Festival Neue Musik Rümlingen, Musica(e) (Gradignan), Transit Festival (Leuven), TAKTLOS (Zürich), Tage für neue Musik (Zürich), Sommer in Stuttgart, Klang Basel, Cistermúsica, Festival Próximo Futuro FCG, Dias de Música Electroacústica (Seia), Dias da Música CCB, Xenakis/Karkowski Extended (Warsawa), entre outros. Na área da criação multidisciplinar participou em produções de instituições como Lucerne Festival, Staatsoper Hamburg, Beyerisches Staatsoper, Theater Basel, Wien Modern e Zeiträume Bienal.
Destacam-se também residências na New York University, Durham University e University of North Carolina - Chapel Hill.
João Carlos Pacheco estudou em Espinho, Porto, Lisboa e Basileia, trabalhando com percussionistas como Pedro Carneiro, Miquel Bernat e Christian Dierstein. No Elektronisches Studio Basel realizou estudos de electroacústica e composição com Volker Böhm e Erik Oña.
Desde 2023 é professor associado na Universidade de Ciências e Artes Aplicadas de Lucerna, Suíça e assistente na classe de percussão da Hochschule Für Musik Basel.
O seu trabalho discográfico inclui lançamentos pelas editoras airos, Wergo, Fake Marble Classic, Matière/Mémoire, entre outras.
Noé Rodrigo é percussionista solista internacional e membro regular do ensemble Asko|Schönberg, com especialização em música contemporânea pelo Conservatorium van Amsterdam. Atua como solista e camerista em importantes festivais europeus, como o Printemps des Arts de Monte-Carlo, o Festival Internacional de Granada e o Edinburgh International Festival, onde se apresentou com a Scottish Chamber Orchestra ao lado de Pierre-Laurent Aimard e Matthias Pintscher.
Apresentou-se em salas de referência como o Palau de la Música Catalana, Muziekgebouw Amsterdam, Pierre Boulez Saal, Elbphilharmonie Hamburg e Teatro Monumental de Madrid, colaborando com orquestras e ensembles como a Royal Concertgebouw Orchestra, Nederlands Philharmonisch Orkest, Orquesta Sinfónica de Galicia e Bilbao Orkestra Sinfonikoa. É vencedor do Primeiro Prémio do Concurso Permanente de Juventudes Musicales (2015) e do Prémio Especial da União Europeia de Concursos de Música para Jovens.
Paralelamente à atividade artística, desenvolve intensa atividade pedagógica, sendo professor no Conservatorio Superior de Música de Castilla y León e convidado regular para masterclasses internacionais. Foi jurado do Eurovision Young Musicians 2018. É coordenador artístico do Festival RESIS de Música Contemporânea e diretor artístico e membro fundador do Arxis Ensemble e do Arxis Percussion Group.
Em 2023 lançou o seu primeiro álbum a solo, Paraules (IBS Classical), dedicado à música contemporânea. Na temporada 2025–26 estreia-se com a Real Filharmonía de Galicia e realiza uma digressão pelos Estados Unidos como solista e pedagogo.
📷Alberte Peiteavel
CATEGORIAS A, B, C e D / CATEGORIES A, B, C and D
(Vencedor da edição de 2024) / (Winner of the 2024 edition)
João Pedro Lourenço (Porto, 1998) é um percussionista português.
Motivado pela procura incessante de múltiplos cruzamentos disciplinares, trabalha com diversos compositores e meios de expressão artística, resultando dessas colaborações estreias absolutas de diversas obras e a partilha do diálogo criativo contínuo com personalidades das mais variadas áreas do saber, particularmente Nuno Aroso (percussionista), María Dominguez Pérez (pianista), Luís Antunes Pena (compositor), João Reis (actor), Vítor Rua (compositor, videasta) Emília Silvestre (actriz), Margarida Azevedo (escritora), Pedro Eiras (escritor), entre outros.
Além disso, apresenta-se a solo e noutras formações em diversos festivais do panorama ibérico, como: Aveiro_Síntese; Biennal of Contemporary Arts; Festival Síntese – Guarda; Festival Itinerante de Percussão; Mihl Sons XXI (Lugo); Trobada de Percusión (Mallorca); Festival Música Viva; Festival SOXXI (Valência); Festival de Música de Espinho.
Enquanto estudante, João Pedro Lourenço foi premiado em concursos nacionais e internacionais, destacando-se os dois 1os prémios no Concurso Nacional de Interpretação Contemporânea (2017 e 2021), o 1º prémio no Concurso Internacional de Marimba (Palma de Mallorca, 2020) e o 1º prémio no Concurso Internacional de Percussão (Gondomar, 2024), entre outras distinções.
É licenciado em Música pela Universidade do Minho, tendo estendido os seus estudos à Escuela Superior de Musica de Extremadura.
Actualmente, integra o CLAMAT – Centro para a Pesquisa, Difusão e Desenvolvimento da Percussão, onde, para além de exercer as funções de músico percussionista do colectivo, assume também compromisso na área educativa do espaço. Neste âmbito, participou, em 2022, na gravação do disco “City Walk”, um álbum monográfico de Nuno Aroso com música para percussão de João Pedro Oliveira.
Em 2025, foi editado pela Profound Whatever um disco da sua autoria da ópera “Sonic Rumble with Green Mustard”.
É estudante do curso de Mestrado em Ensino de Música da Universidade do Minho e, paralelamente, do curso de Mestrado em Música da Universidade de Aveiro.
Em 2026, reforça a sua presença no repertório contemporâneo com programas a solo que incluem obras concebidas para si pelos compositores Armando Santiago, João Pedro Oliveira, Gabriel Erkoreka, Vítor Rua e Eduardo Luís Patriarca, entre outros, bem como o desenvolvimento de um projeto artístico interdisciplinar baseado na poesia de Margarida Azevedo, explorando o diálogo entre palavra, som e gesto performativo.
COMPOSITOR RESIDENTE / RESIDENT COMPOSER
Pedro Lima tem-se revelado como uma das vozes mais ativas, desafiadoras e pertinentes, no contexto da música contemporânea nacional e internacional.
A sua música procura explorar universos sonoros próprios de um meio eclético, adjacente a alguém que cresceu a ouvir música eletrónica, hip-hop e integrou uma banda de rock-progressivo no decurso do seu crescimento. A composição dita "erudita" revelou ser a tela em branco de perfeitas dimensões, e lá se têm materializado uma série de "'investigações" tímbricas, harmónicas, estruturais, e nas suas partituras manifestam-se ideias singulares e extravagantes que assumem diferentes formas e expressões que variam mediante o contexto onde pretendem existir.
A música do compositor português tem evoluído na medida dos contrastados projetos que tem criado e onde tem participado. Desde a ópera à música eletrónica passando por projetos comunitários e diversas experiências de fusão, torna-se redundante a intenção de colocar uma só etiqueta numa voz tão singular que se tem emancipado, sobretudo, na virtude da polivalência. Um compositor que se faz no complexo e estimulante meio socio-digital onde existimos.
O seu álbum monográfico com os trabalhos mais relevantes que tem escrito nos últimos anos foi lançado no começo de 2024 e chama-se “TALKIN(G) ABOUT MY GENERATION” pela editora Artway/NEXT. Melhor álbum de "Música Clássica e Erudita" na 7º edição dos Prémios PLAY da Vodafone em 2025. Trabalho original onde as peças/canções que o compõem meditam sobre o fenómeno geracional onde o próprio se insere. Os conflitos, a política, o aceleracionismo, a internet, os memes, a vida na selva digital e a conquista do espaço.
Vencedor do Prémio de Composição da Sociedade Portuguesa de Autores com o trabalho “(…) e tu, de mim voaste”; Jovem Compositor Residente na Casa da Música, onde compõe “Talking About my Generation” para o Remix Ensemble obra essa que mais tarde será premiada e recomendada na categoria “under 30” (menos de 30 anos) na “Tribuna Internacional de Compositores” que ocorreu na Sérvia, em 2021. Em 2024, novamente na “Tribuna Internacional de Compositores”, desta vez em Vilnius na Lituânia, a sua obra “Como se fosse um filho” volta a ser premiada e recomendada na categoria “under 30” (menos de 30 anos).
Para além da dimensão criativa, Pedro Lima tem sido uma voz importante dotada de um espírito “ativista” em torno da criação contemporânea, da cultura e do devido foco e investimento que politicamente e socialmente lhe devemos atribuir. Fruto disso é membro do “Grupo de Reflexão do Futuro” onde reúne com o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa em conjunto com outros jovens de diversas áreas e com trabalho pertinente realizado no âmbito de questões estruturais e essenciais à sociedade civil. Participa regularmente em podcasts, entrevistas e eventos que visam dissecar e explorar o tema da criatividade e a forma como o pensamento criativo impacta o progresso nas nossas histórias de vida.
OUTRAS INFORMAÇÕES ÚTEIS / OTHER USEFUL INFORMATION
As peças obrigatórias do compositor residente, Pedro Lima, já se encontram finalizadas e estão a ser enviadas aos candidatos já inscritos.
Inscrições abertas até às 24h do dia 1 de março
Nota importante: após a inscrição, os candidatos poderão alterar o repertório até ao dia 14 de março de 2026.
Ficamos a aguardar as vossas inscrições!